Road trip rota 66

Fiz mais uma viagem para a terra do Tio Sam que merece aquele post do jeito que eu adoooro fazer, bem explicadinho, cheio de dicas e detalhes sobre a viagem. Dessa vez fiz o mesmo roteiro da última viagem, sim quando eu gosto de um lugar quero ir só pra lá. Fui com meu namorado, e nós fizemos San Diego, Las Vegas e Los Angeles, mas fizemos coisas diferentes do que da última vez, e o Grand Canyon está incluso nesse roteiro. Quando surgiu a oportunidade da viagem queríamos fazer a Hgw 1, que é aquela estrada maravilhosa que sai de San Francisco até San Diego beirando a costa, maaas como queríamos ir para Vegas, ia ficar meio corrido, então deixamos a costa para a próxima vez e faremos só ela para aproveitar bem as paradas e tal. Então excluindo a Hwg 1 optamos por fazer uma parte da rota 66 que vai até o grand canyon, e realizar meu sonho de ver essa maravilha de pertinho.

Eis que começaram as pesquisas e a gente acha muiiiiita informação no Google sobre o Grand Canyon, mas nós somos ousados, eu na verdade, e sinceramente não queria apenas ir na parte mais pertinho de Vegas, queria o Canyon mesmo, a parte que fica dentro do Parque Nacional, queria ver essa beleza de verdade, como ela é, só que o South Rim fica a 450km de Las Vegas, e a maioria dos sites que achei falaram que era inviável fazer um bate volta, que seria cansativo e não se aproveitaria nada. Mas sou teimosa e depois de muita pesquisa achei dois blogs contando a experiência de fazer essa viagem em um dia, aí me animei mais e com o pouco de informação que achei sobre essa trip doideira, comecei a planejar nossa tão esperada ida ao Grand Canyon South Rim pela rota 66 em um dia. Se você também não achou informações suficientes sobre isso e está pensando em fazer a mesma coisa, vem comigo porque esse post vai ser divido em duas partes, sobre a road trip pela rota 66 e sobre o Grand Canyon National Park, e aposto que  vai te dar o gás que precisava para ir na fé e ver a maravilha que é aquele lugar. Então bora embarcar nessa comigo.

Optamos por fazer essa road trip logo na segunda-feira, chegamos em San Diego na sexta, passamos uma noite lá, e no sábado cedo partimos para Vegas, tiramos o domingo para as compras e nos preparamos para muita estrada na segunda. O plano era acordar as 5h para sair do hotel no máximo as 6h da manhã, já tínhamos deixado tudo pronto, então era só levantar, tomar banho e partir. Maaaaas imprevistos sempre acontecem e quando meu relógio tocou as 4:30 eu coloquei 30 minutos de soneca, só que esqueci o detalhe mais importante, ligar a bendita soneca, eu só selecionei 30 minutos e não iniciei a contagem. E quando meus olhos abriram já eram 6h, acordei o namorado correndo, nos arrumamos e conseguimos sair do hotel 6:45 da manhã, o sol já estava nascendo e não rolou ver ele nascer na estrada, mas tudo bem.

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Nosso primeiro destino era a cidade de Kingman, a primeira cidade da rota 66, ali iniciaríamos nossa verdadeira road trip a caminho do Grand Canyon. Paramos em um posto para abastecer, compramos o café da manhã e partimos por 165km. A rota 66 começa na Andy Devine Ave, que é onde está localizada a Powerhouse Route 66 Museum. Chegamos por volta das 8h e entramos para pegar o carimbo do passaporte da rota 66, eu já havia pedido o meu pelo Brasil e entregaram em casa, então levei e em todos os pontos que tinham para carimbar eu entrava e pedia meu “stamp”,  completando 7 carimbos você retorna ao museu e eles te dão um certificado, infelizmente não consegui 7, mas foi muito legal ir completando alguns pelo caminho, e dá próxima vez pretendo leva-lo para completar o resto e pedir meu certificado, que também pode ser pedido pelo correio. O site para pedir o passaporte é GoKingmam e no campo comment basta escrever “route 66 passport”, aí é só não esquecer de levar na viagem.

Não fizemos o passeio pelo museu, apenas entramos na loja de souvenirs, e no hall de entrada para pegar o carimbo, nosso tempo era meio curto e ainda tínhamos várias outras paradas pela frente. Bem em frente ao museu fica o Mr D’z Route 66 Dinner, um restaurante bem típico americano antigo, dizem que servem ótimas panquecas, como a gente já tinha tomado café, passamos reto. E eis que Sr. meu namorado pirado por Fusca avistou uma loja de peças para carro e resolveu parar, e ali foi o paraíso para ele, não lembro o nome da loja mas fica bem perto do restaurante, na beira da pista, então para quem gosta de peças de carro só passar devagar que não tem erro.

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Nossa segunda parada foi Hackberry, um lugarzinho muiiiito típico, com carros antigos de um lado, uma lojinha cheia de quinquilharias, muitas placas e souvenirs da rota, mais um carimbo, muitas fotos e partiu Peach Springs. A estrada estava tão vazia, vez ou outra passava um carro, e mesmo sendo uma estrada não muito utilizada, é mais uma rota turística, ela é muito bem conservada, sem buracos, lisinha e o mais impressionante, uma reta eterna, conseguimos até parar o carro no acostamento e tirar foto no meio da estrada, pena que não achamos a marca da Route 66, na verdade achamos bem no começo mas a estrada naquele ponto estava bem movimenta, e a marca ficava bem no meio, isolada, ficamos com medo de parar no meio da estrada, não sabíamos se podia.

Em Peach Springs não tem muita coisa legal não, ali é um reserva indígena e porta para o Grand Canyon West, paramos somente no Hualapai Lodge para pegar o carimbo, comprar uma coca e ir ao banheiro. Continuamos nossa road trip fazendo um belo piquenique no carro, tem coisa melhor que isso? Partimos para Seligman, uma cidadezinha bem badaladinha, rua cheia de motos e muitos carros antigos, além de lojinhas e restaurantes, peguei meu carimbo e partimos para a próxima parada, Williams. Uma cidade com maior estrutura, e considerada a porta de entrada para o Grand Canyon. Incrível que não achei o centro de visitantes, andei, perguntei, fui no local que mostrava na foto do passaporte e não era, já estávamos meio “atrasados” e ainda tínhamos 95km até chegar ao Grand Canyon desisti e partimos rumo ao Parque Nacional. A estrada é muito tranquila, muito bonita, é deserto de um lado e deserto do outro, quase não se vê carro e é mão dupla.

Chegamos ao Grand Canyon National Park as 14h, eu estava prevendo chegar meio dia para ficar até as 16h, mas as paradas demoraram mais do que imaginei, fomos bem tranquilos, curtindo cada ponto, cada cantinho e aproveitando a estrada, então nem nos importamos.

Vou deixar para contar sobre o Grand Canyon South Rim em um outro post, ficamos pouco tempo por lá, mas tem bastante coisa para falar sobre ele.

Dicas

  • Os pontos de parada de cada cidade são bem na beira da estrada, então é quase impossível passar despercebido.
  • No passaporte da rota 66 tem a numeração de cada milha onde se encontra o local para pegar o carimbo.
  • O local para carimbar é normalmente o centro de visitantes (Visitor Center), eles são sempre bem sinalizados, e não tem erro. Tirando o de Williams que eu não achei, mas tenho quase certeza que ficava do outro lado da rua e por estar ansiosa para chegar logo deixei passar.
  • Todos os locais tem banheiro, vendem souvenirs e snaks, lanchinhos e bebidas.
  • Os valores dos souvenirs são um pouco mais caros, meu namorado foi deixando para comprar a placa da route 66 e acabou passando, na volta paramos em um posto normal de estrada e ele pagou $15, nas lojas da rota 66 era em torno de $20. Nada muito absurdo, e tem coisas que devemos comprar pois não vamos mais achar em outros lugares, por isso não economize nos souvenirs, são eles que vão te proporcionar as melhores lembranças quando você voltar a rotina.
  • Os atendentes são muito simpáticos, a gente não comprava em toda loja que parava, apenas tirávamos foto, eu pedia o carimbo, íamos ao banheiro e já partíamos para a próxima parada. Não tenha vergonha de pedir o carimbo, eles dão com a maior boa vontade, e muita gente nem sabia da existência desse passaporte, não vi quase ninguém pedindo para carimbar.
  • Leve água e comidinhas no carro, a vigem é longa e os pontos de parada são distantes um dos outros, sem contar que é uma bela economia além de ser uma delicia fazer piquenique enquanto se viaja pela rota mais antiga dos EUA.
  • Tire muitas fotos, quantas puder, a correria é tanta para ir logo a outro lugar que as fotos que você tirar você ainda vai achar pouco.
  • Dirija com cuidado, mas até onde pude perceber não existe radar pela rota 66.
  • A estrada é uma reta eterna, deu sono para e troque com outro motorista.
  • Conselho de amiga, não faça essa viagem de carro sozinho se você pretende fazer bate volta de Vegas ao Grand Canyon, fizemos em dois foi super tranquilo, mas se fosse só um dirigindo a volta seria bem puxada por causa do sono. Na ida eu sempre dava umas cochiladas entre uma cidade e outra, então para voltar estava bem disposta, já meu namorado capotou e foi roncando até Vegas.
  • Abasteça o carro toda vez que o tanque chegar na metade, como as cidades são longe uma das outras não é legal correr o risco de ficar sem gasolina no meio do nada.
  • Faça essa viagem, por mais que todos digam que é loucura, que é longe, que é puxado, que é cansativo, apenas FAÇA, pois vai ser uma das melhores experiências da sua vida.

Nos vemos no próximo post com muiiita informação legal sobre a Borda Sul do Grand Canyon.

Beeeijos

 

 

 

 

 

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2 comentários sobre “Road trip rota 66

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